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[ARTIGO] Velas de solidariedade e justiça

As comunidades costeiras se originaram a partir do declínio de alguns ciclos econômicos. Muitas foram formadas por negros(as) outrora escravizados(as) pelo então próspero cultivo da cana-de-açúcar. Nas senzalas dos engenhos, diferentes etnias africanas conviveram sem perder suas raízes culturais. Mesclada à herança da colonização portuguesa e ao patrimônio cultural dos indígenas, criou-se uma diversidade constituidora dessas culturas marítimas que buscavam o litoral, onde as terras eram livres. Fundamental é também compreender a influência destes grupos na “cultura” –, entendida não de modo limitado ao folclore, à música, à dança, mas também ao modo de comer, falar, andar, silenciar, ações e noções relativas à vida cotidiana.

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[Nota pública] O CRIME DA VALE: a desigual repartição entre lucros e perdas na mineração brasileira

Nota de protesto e solidariedade da Rede Brasileira de Justiça Ambiental A Rede Brasileira de Justiça Ambiental expressa a sua mais sentida solidariedade aos familiares e amigos de mortos e desaparecidos em virtude da ruptura da barragem de rejeitos da mineradora Vale, em Brumadinho/MG, assim como aos trabalhadores da mineração e todos aqueles que viram […]

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Organizações e movimentos socioambientalistas entregam Carta Pública para a OAB/CE reivindicando a substituição do representante da entidade no COEMA

A indicação do advogado Rômulo Alexandre Soares configuraria conflito de interesses, já que este defende interesses empresariais e privados na área do turismo, empreendimentos imobiliários e energia eólica junto à órgãos públicos ambientais como o próprio COEMA. Em razão disso, solicitam ao presidente da OAB/CE a sua substituição e de seu suplente como representante da Ordem naquele Conselho.

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Grupo de Trabalho da Zona Costeira acompanha denúncias de comunidades no Ceará

Na manhã desta segunda-feira (12/11), a DPU/CE sediou reunião do Grupo de Trabalho Interinstitucional da Zona Costeira. Uma das questões centrais tratadas foram os conflitos em torno da demarcação de terra da Comunidade Quilombola do Cumbe, que fica em Aracati, no litoral leste do estado. A reunião também tratou de novas demandas de povos da zona costeira, a exemplo de ameaças à comunidade de Curral Velho, em Acaraú, cuja área de manguezal é objetivo de disputa por fazendeiros da carcinicultura. O povo indígena Tremembé da Barra do Mundaú (em Itapipoca), Tabubinha e Prainha do Canto Verde (ambas em Beberibe) são outras comunidades que têm sido alvo de constantes intimidações.

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Manifesto da Assembleia Popular dos Povos das Águas (português e espanhol)

No período de 16 a 19 de agosto de 2018, realizamos a Assembleia Popular dos Povos das Águas na Comunidade Quilombola do Cumbe (Aracati/CE).  A Assembleia agregou diversos povos e comunidades que habitam e convivem em territórios das águas – como pescadores e pescadoras da Zona Costeira, populações que vivem em territórios de manguezais e águas continentais. Realizamos […]

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Em defesa das águas e dos bens comuns

No período de 16 a 19 de Agosto de 2018, a Comunidade Quilombola do Cumbe (Aracati-CE) recebeu a primeira Assembleia Popular dos Povos das Águas. Estiveram presentes comunidades tradicionais quilombolas e povos indígenas da Zona Costeira e do Sertão, maioria formada por pescadores e pescadoras artesanais e agricultores e agricultoras camponesas do Ceará e Piauí.

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Dia Internacional de Defesa dos Manguezais

Dia 26 de julho é o Dia Internacional de Defesa dos Manguezais, uma data que nos convida a dialogar sobre as perspectivas e interesses da flexibilização ambiental e implementação de grandes projetos econômicos nesses territórios. Na roda de conversa teremos a presença do Conselho Pastoral dos Pescadores, Ministério Público Estadual, Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais, Universidade Federal do Ceará e Instituto Terramar. Venha conosco participar desse diálogo!!

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